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Felippe Alves

Minha rotina de inspiração para ser mais saudável, criativo e sair constantemente da zona de conforto.

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Saúde Trabalho

8 hacks para conseguir beber menos Café

beber menos cafe

Acordo sonolento, levanto, os olhos meio abertos já funcionam razoavelmente bem mas o corpo em delay parece acordar muitos minutos depois. É hora de sair. Dirijo meio zumbi, meio cauteloso. Chego no trabalho, ainda não me sinto desperto, e é a hora da refeição mais importante do dia, já sinto o aroma, um café puro e sem açúcar acompanhado de qualquer carboidrato vindo da chapa, por favor! Isto, puro, puríssimo, sem leite e sem açúcar. Pronto, enquanto saboreio os últimos goles conto feliz a mim mesmo: agora, sim, acordado!

Não bastasse este ritual matinal, eu pareço querer repeti-lo a cada levantada de cadeira do trabalho, a cada pós almoço, a cada reunião. Quero repeti-lo antes da academia e quando preciso das um “gás” no trabalho. As  vezes, quero repeti-lo só por que o gosto é bom, ou pra bater um papo mais confortável. Bora tomar um cafezinho?

O café parece ser meu preparador físico, minha bebida secreta pra fugir do stress, do cansaço e ser capaz de fazer o dobro. Mas, o exagero cobra seu preço. A bebida que me anima não é lá bem vista pelo meu estômago, um visitante meio chato e um tanto ácido, ele deve pensar. Às vezes também me sinto com café demais no corpo, aquela sensação de exagero pós rodízio, e nem um pouco mais motivado ou energizado por conta disso. Penso todo dia: é hora de mudar este hábito. Peraí, mas só depois de acordar.

Mocinho ou vilão?

O café contem substâncias antioxidantes que combatem diversas doenças, como Parkinson, câncer, etc. Estudos demostraram seu potencial em aumentar a performance atlética, melhorar o humor e parar dores de cabeça. Tudo em um só alimento!  Mas…sem querer quebrar a animação, é importante saber que a principal substância do café é a cafeína, considerada uma droga e não um nutriente como vitaminas e minerais. Sendo assim, tem seu jeito certo de ingerir e o excesso pode ser bastante prejudicial.

Com o passar dos anos, mais de 19 mil estudos procuraram desvendar ou entender melhor o impacto do café na saúde, olhando para tudo isto é evidente que a bebida pode causar algum mal, principalmente se for ingerido em excesso, mas a quantidade de benefícios pode ser muito maior. Segundo o pesquisador Tomas DePaulis, do instituto de estudos do café na Universidade de Vanderbilt, “…para a maior parte das pessoas faz um pouco mal beber café, mas, ao mesmo tempo, bastante bem.”

Resumindo, na quantidade certa, o café pode trazer mais disposição, saúde e manter-se como um bom motivo (globalmente reconhecido) para se jogar aquela conversa fora.

 

 

Colocando a mudança em prática

produtividade

1.Calcular a quantidade certa

No meu caso, não quero eliminar o café totalmente da minha dieta e rotina. Sendo assim, ainda preciso de uma meta, um objetivo para meu novo hábito de tomar café. Um ponto de partida. Segundo alguns estudos, beber entre 1 e 3 copos (300ml de cafeína) por dia, não causa dano à saúde. Exceto para algumas pessoas, como grávidas, crianças e adultos com doença de coração.
Defino então minha meta final, 3 copos de café por dia. Mas como falamos no último post, vou começar de forma menos desafiadora, no próximo mês minha meta é tomar 5 copos por dia. Ao escrever este texto já passei pelo primeiro mês e reduzi o consumo para 4 copos. Boa, Felippe! Comemoro, mas por já ter excedido a meta diária de cafeína celebro com qualquer outra bebida.

Ah, para não esquecer. Apesar de o café poder ser a maior fonte de cafeína da dieta, muitos outros alimentos podem conter a substância, bebidas energéticas, refrigerantes e até o chocolatinho pós-almoço. Cuidado aí.

 

2. Definir a hora limite do café

Para muitas pessoas tomar café prestes ou algumas horas antes de dormir pode significar uma noite ruim. Pelas minhas análises, não sofro deste mal. Por muitas semanas testei tomar café em diferentes momentos do dia, seguindo uma rotina comum de exercício, alimentação e trabalho, o resultado não mostrou qualquer mudança significativa em meu sono. Para analisar eu uso uma pulseira que identifica minhas horas de sono, assim como o sono leve e pesado.

Sugiro que tente testar de alguma forma se isto está impactando a qualidade do seu sono. Em todo caso, pode-se estipular um horário limite para o consumo de cafeína e não ficar ligadao na hora que é pra relaxar. Sempre tem a hora pra relaxar, certo?

 

3. Não tomar café pelos motivos errados

Você estafou, aquele assunto causou um pico de stress e irritação do tamanho suficiente que é impossível ignorar. Um ice Berg de irritação flutuando em uma piscina de inflar, mas nem precisava tanto. Então, de repente, aparece a solução. Um cafezinho para relaxar, acolhedor e confortavel, do tamanho suficiente para derreter um ice Berg de irritação. Este hábito pode até funcionar para tirar um pouco do peso de assuntos irritantes, mas já pensou quantas vezes tomamos café por isto? E como nem precisa ser algo tão grande para fazer você levantar como um sonâmbulo em busca de um café? Agora se você for alguém estressado demais, pressionado demais, pode facilmente encher uma garrafa Pet por dia fazendo isto.

É preciso trocar está rotina, não ligue para os gatilhos e motivos. Sempre haverá um stressinho, uma pequena irritação que vai te tirar do seu posto. Mas, desta vez, que tal escolher um chá? Um copo de água? Uma conversa? Seja criativo.

 

4. Dar uma chance ao chá

Falando em chá, ao meu ver, é o mais fácil substituto do café. Como aquele atacante reserva, que quando entra dá conta do recado. Sempre dá a sensação que poderia ser algo mais, mas tá valendo. Pelo menos pra mim, que nunca fui um grande fã de chás.

Bem, nestes últimos meses andamos nos descobrindo melhor. Percebi que tem tantos tipos diferentes de chá que é praticamente impossível eu não gostar de algum. Camomila, verde, branco, os chás podem ser bastante saborosos e trazer aquele acolhimento que o café está inequivocadamente escalado como titular absoluto. Só não vale os chás pretos pois contém cafeína, aí mesmo contendo menos quantidade que o café, a substituição não é das melhores.

 

5. Dar outra chance ao café descafeinado

Eu tinha preconceito, devo admitir. Como assim café descafeinado? Isto daí é como se retirassem o sal do arroz, a cobertura do bolo de cenoura, e para mim é fundamental para um bolo de cenoura que ele tenha o mínimo de cobertura, assim como não existe no mundo arroz sem sal. Eu estava errado.

O gosto é bastante parecido, ainda que figure ali no banco de reservas sentado ao lado do chá branco com lichia e o Camomila. Mas, sobretudo e por este motivo maior, meu cérebro acha que é um café cafeínado, com pedigree e tudo, removendo minha dose de cafeína daqueles goles.

Eu não uso a todo momento, gosto do titular absoluto, mas pra bater a meta de cafeína é uma boa pedida. Ainda mais se vir acompanhado de um bolo de cenoura, com cobertura de chocolate. Sempre cobertura de chocolate.

 

6. Reduzir aos poucos

No último post eu falei sobre os pequenos hábitos. E como fazer uma mudança devagar é muito mais fácil. Portanto, não exagere para eliminar um exagero ( isto ficou estranho!).Aproveite para desenvolver este músculo de mudar hábitos com consistência. Uma xícara por vez.

 

7. Preferir o café coado

Se você quer reduzir a quantidade de cafeína, preste atenção no tipo de café que está tomando. Entre coado e expresso há uma grande rivalidade. Parece bobo mas é um daqueles divertidos temas polêmicos: cada falando que o sabor que sente é melhor do que o do outro. Bem, sejamos tolerantes.  O que importa aqui é saber que um expresso equivale em termos de cafeína por porção, a 4 cafés coados. Mais ânimo em menos mls e também menos cafés liberados por dia para fugir do exagero.

 

8. Ambiente: se for muito fácil ter café, vai ser mais difícil evitá-lo

A questão do ambiente é ignorada mais do que deveria. Se é fácil demais obter algo, mais algo você vai estar obtendo. Mais algo você vai estar estar fazendo. Mais algo você pode estar exagerando. Isto vale também se virarmos de ponta cabeça. Quanto mais difícil de se obter algo, menos algo você vai fazer.

Por exemplo, aquelas maquininhas de cápsulas de café na cozinha de casa. Fácil. Garrafa pública de café no trabalho. Fácil. Cantinho do café na saída do restaurante. Fácil. Só nisso contei 3.

A questão, no entanto, não é deixar difícil e trabalhoso o processo de coar um café mas sim estar atento a isto e mudar o que pode. Em casa ou no trabalho, como pode deixar o ambiente mais adequado para seu hábito? Mãos a obra.

Resumindo, encontrar o equilíbrio é sempre dos maiores desafios na vida, nem se entregando aos excessos de uma atividade prazerosa, nem se martirizado por não beber ou comer o que tem vontade. No relacionamento com o café não é diferente, relacionamentos são mesmo difíceis.  Mas, esta tão querida bebida não perde seu lado bom. Com a quantidade certa, você faz bem à saúde, ganha disposição e claro se delícia naquela xícara quentinha e cheirosa. E se der, acompanhado de um bolo de cenoura.

Até a próxima e melhores hábitos.


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